''O Keane chegou ao Brasil numa posição engraçada: são muito grandes na Europa, vendem bem na América e por aqui se não são cults, estão longe de serem ultra-populares. Talvez isso explique o Credicard Hall um tanto esvaziado (além de outros fatores como os shows de Aerosmith e Evanescence quase juntos). Mas a estrutura toda do grupo é de banda grande: telões especiais, cenário bacana e até uma passarela para Tom Chaplin cantar no meio do povo.
A dúvida que existia era saber se uma banda com um formato tão minimal (piano e teclados, bateria e voz) seguraria bem uma apresentação ao vivo. No começo com o som um pouco baixo a impressão é que não iria, mas o problema foi logo resolvido e assim como em disco, ao vivo quase não se sente falta de guitarras no som da banda. Se alguém também tinha dúvidas de que Tom Chaplin é um dos grandes cantores do novo rock, essas também desapareceram. Com uma voz segura – mesmo nos agudos mais difíceis – ele é o trunfo da banda e o motivo que pode levá-los à patamares mais altos.
Do set-list bem amarrado (tirando um certo exagero nas baladas lá pelo meio) aos vários discursos de agradecimento (que pareciam realmente emocionados) tudo parece ser feito para que a platéia se sinta bem e feliz de estar ali. Parece óbvio? Sim, mas quem tem uma certa milhagem de shows sabe que raramente isso ocorre de forma satisfatória e sincera.
o final climático com Bedshaped.O sorriso estampado no rosto da platéia, bastante variada, na saída (de senhores de meia idade e fãs de indie rock até garotinhas histéricas que devem ter aprovado o novo visual do vocalista Tom Chaplin bem mais magro do que a gente acostumou a ver nos clipes) mostram que a banda está no caminho certo e deve durar quando muitas das novas sensações do rock já tiverem sumido.''
HAS A BETTER DESCRITION OF THE SHOW AND OF THE KEANE?
Text from: http://vagalume.uol.com.br/especiais/show-de-keane.html
